sábado, 24 de setembro de 2011

Atrações do pop internacional marcam a primeira noite do Rock in Rio

Terminou às quatro da manhã deste sábado (24) o primeiro dia do festival Rock in Rio, na Zona Oeste da capital fluminense. O destaque foi para as três últimas apresentações do palco Mundo: Katy Perry, Elton John e Rihanna, respectivamente.

O show de Katy Perry (26) foi repleto de trocas de vestuário, que ocorreram em uma velocidade que surpreendeu os fãs. A americana subiu ao palco perto das 22:20 cantando Teenage Dream e encerrou a performance ao som de California Girls - coreografia que deu direito a dançarinos vestidos de biscoito - arriscando ainda um "obrigado" em português.

Em seguida, Elton John (64) começou seu show com "Saturday Night" e, durante pouco mais de uma hora, esbanjou suas mais de quatro décadas de experiência, apresentando clássicos como "Rocket Man". Entre uma música e outra, Elton John levantava-se para agradecer ao público e foi muito ovacionado.

A última apresentação ficou para Rihanna (23). O show, que estava previsto para 00:50 teve início apenas às 2:30. Apesar do atraso, apenas uma música foi removida da playlist da cantora. Entre coreografias sensuais, a barbadiana cantou hits dos mais animados, como "Only Girl", que abriu o show, aos mais lentos, tal qual "Unfaithful". Rihanna ainda subiu em um tanque de guerra cor-de-rosa para a performance de "Hard".

O lançamento de vários fogos de artifício encerrou a primeira noite do Rock in Rio, às 3:50, após a performace de "Umbrella". No mesmo palco destes artistas também cantaram os Paralamas do Sucesso, Titãs e Claudia Leitte. Esta noite a atração principal será a banda Red Hot Chilli Peppers, prevista para 00:50 no palco Mundo.

Para ver vídeos e fotos do evento, acesse o site do G1

sábado, 17 de setembro de 2011

Pesquisadora lança dicionário da linguagem canina


A veterinária Paula Muniz divulgou neste sábado (17), o dicionário "Entenda seu Cão", baseado em sua tese de mestrado "Psicanálise aplicada a cães de pequeno e médio porte". A apresentação ocorreu na Livraria Saraiva do Shopping Morumbi entre às 14 e 16 horas.
A autora, que atuou durante uma década em terapia canina, afirma ter iniciado os estudos sobre o assunto para entender o que seus pacientes queriam dizer durante a sessão e, a partir disso, ajudá-los em seus problemas. Em entrevista, Muniz afirmou "Os cães hoje em dia sofrem muito estresse, pois os donos negam a eles a condição de animais, os submetem a comportamentos humanos. É pior para os (cães) de pequeno e médio porte, que vivem fechados em apartamentos. Isso não faz bem a eles".
O dicionário causou polêmica no dia de seu lançamento e já chamou atenção de veterinários e pesquisadores do mundo todo. O linguista alemão Karl Schneider publicou em seu blog* neste fim de tarde "É um absurdo. Não tem como provar o que um cão quer dizer, você não pode perguntar a ele, nem a ninguém, se aquilo está certo, ela (Paula Muniz) não pode tentar vender isso como um trabalho sério".
Apesar de controversa, a tese é pioneira nas pesquisas brasileiras sobre psicolinguística animal, área ainda pouco trabalhada e investida no Brasil.

*tradução aproximada

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Amnésia

"Esqueça de mim", foram as palavras dele. Desculpe, não sou capaz de cumprir. Não sou capaz e não quero. Primeiro porque a gente não esquece as pessoas assim, com um comando simples de "esqueça", até quem não gostamos acaba nos incomodando em pensamento, imagine as pessoas com quem realmente nos importamos. Segundo porque não quero, tantos momentos bons jogados no lixo por uma briga boba. Vamos rir disso daqui uns anos, não concorda?

Mas é que, veja bem, não é só isso, sabe. Como vou esquecer os passeios no parque, quando parávamos naqueles momentos constrangedores em que acabava o assunto ou não tínhamos o que fazer além de olhar para o nada, em completo silêncio até nossos olhares se encontrarem. Tá aí outro motivo, os olhos dele; não quero apagá-los de minha memória. E aquela vez em que nos beijamos debaixo de uma árvore e um bicho cabeludo quase caiu em cima de mim? Só pensei no porquê ele me beijava com os olhos abertos, viu bem a tempo de me puxar para o lado.

Se bem que... bata bem forte em minha cabeça. Não entendeu? Não estou ficando maluca. É que se for pra esquecê-lo, só com uma amnésia.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

À Matemática,


Você nunca foi lá minha melhor amiga, mas lembra quando aprendi fração com barra de chocolate e depois comi? Pra onde foram esses bons tempos?

Você ficou absurda. Começou com aquela história de trigonometria... primeiro, de onde você tirou que 180º = pi? Pensa que todos não sabemos? Ninguém sabe quanto vale pi. Nem aquelas calculadoras japonesas que conseguem vários digitos depois da vírgula conseguiram chegar no valor exato. Mesmo assim, você insiste nisso. Está tentando me dar uma lição? Que 180º não existem? Você sofreu abdução alienígena?

E depois, Matemática, você começou a vir com umas coisas. Colocava um cubo dentro de uma pirâmide e queria saber a área do cubo. Melhor do que te perguntar como eu vou fazer isso, te pergunto, quem faz isso? E tudo bem, vamos supor que alguém realmente encontre um cubo e uma pirâmide nessas condições. Pra que vai querer saber a área? Eu ia querer saber porque um idiota colocou um cubo lá dentro.


Pior, você sempre foi muito autoritária. Resolva, descubra, calcule, determine... primeiro, que você não manda em mim, não é minha mãe nem meu pai. Segundo, pelo menos peça por favor antes de me pedir esses absurdos!

Pois é, nossa relação sempre foi muito atritada. Por sua culpa, fiquei com trauma de você. Because of you I learn to play on the safe side so I don't get hurt... e tal.

E essa carta que você me mandou

"Considere o conjunto de números complexos E = {a + bω}, onde a e b são inteiros e ω = cis (2π/3).
Seja o subconjunto U = {α∈E / ∃β∈E no qual αβ =1}. Determine:
a) Os elementos do conjunto U.
b) Dois elementos pertencente ao conjunto Y = E - U tais que o produto seja um número primo."

Você não mudou nada!

Não tive opção senão cortar nossas relações na oitava série. E você só ficou pior! Agora andam com essa história de que falta engenheiros no Brasil. Ah, vá.

Atenciosamente.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

As patricinhas morreram

Nessa segunda, passou Privileged, traduzido como "As patricinhas de Palm Beach", no SBT. Vi a Lucy Hale e me perguntei se ela estava fazendo duas séries ao mesmo tempo (para quem não conhece, ela é uma das protagonistas de Pretty Little Liars). Pesquisei e descobri que a série acabou na primeira temporada, com 18 episódios.

Realmente, tem vários motivos pra isso, por exemplo: a protagonista, Megan, é insuportável, o amor de Charlie por ela não convence (quase nada convence, na verdade), os personagens em geral são rasos demais e não há motivos atraentes para prender a atenção e te fazer querer saber o que vai acontecer na sequência (bem o contrário de PLL, fazem tanto mistério com aquela A!) Mas acho que isso tudo é 50% do obstáculo que a série encontrou. Os outros 50% são porque patricinhas, do jeito que eram no início dos anos 2000, não existem mais. Tão década passada, né? Ninguém mais assume ser "patty" e assiste "Mean Girls" como religião. Ops, esse filme é de 2004... e lá existe algum mais recente?

As pattys de hoje trocaram a roupa completamente pink (incluindo os inseparáveis scarpins) por vestidos curtos, justos (mas principalmente curtos) de qualquer cor. Não brigam mais se gostam de Avril Lavigne ou Britney Spears, gostam das duas e de vários outros astros da indústria fonográfica (desde que produzam músicas adequadas para dançar e malhar, como Lady Gaga). Não se vestem todas iguais, como se estivessem uniformizadas e não necessariamente gostam das mesmas coisas, mas continuam concordando em tudo. Nenhuma delas têm blog com gifs animados e nem flogão.

O que as une às suas ancestrais é a obsessão pela aparência, uma feminilidade excessiva e a inegável queda por compras e marcas de grife. Mas nenhuma assume que é patricinha, dizem que tem estilo próprio e bom gosto. Na verdade, é o que todo mundo diz hoje em dia.

Os tempos mudaram e os produtores da série "Privileged" não perceberam isso. Às vezes, nem nós, que passamos a infância nos anos 90, nos damos conta. As Spice Girls quase voltaram esses tempos atrás, mas terminaram de novo, não é? As Spice o que? Até Gossip Girl está com a audiência baixa há umas duas temporadas. Ninguém mais liga pra Sharpay. O mundo é outro e as patricinhas morreram.